Crónicas do coração

Marion Cottilard
Marion Cottilard

 

Pensava que era feliz e amada. Pensava porque, afinal, durante  15 anos que vivi com uma pessoa achava que aquilo que vivia era amor, cumplicidade e companheirismo. Mas não. E foi preciso conhecê-lo para perceber bem a diferença do que é ser amada e sentir-me amada. Do que é companheirismo, amizade, ternura e cumplicidade. Ele mostrou-me em pequenas atitudes, nos gestos, no que diz e na certeza com que o diz, na tranquilidade com que aceita as contrariedades que a minha vida nos impõe, da maneira como põe o bem-estar da Little Princess em primeiro lugar sempre, no ar feliz, feliz, feliz que tem quando estamos juntos, no orgulho que tem em mim e no que sou e em tantas outras coisas.

Estamos há pouco tempo juntos mas  já vivemos tanta coisa…  A nossa relação é intensa, madura, equilibrada, séria e maravilhosa. Às vezes, e por causa do trauma que tenho, tenho dificuldade em acreditar nele e no que vivo. E sinto-me injusta porque ele não merece. Mas vai passar. Aos bocadinhos sei que vai passar.

Tenho receio em dizê-lo alto mas faço-o baixinho: sou feliz com ele. Muito feliz. E quero sê-lo até que a morte nos separe.

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3 Replies to “Crónicas do coração”

  1. Somos duas, mas continuo a acreditar que cada pessoa é uma pessoa e concordo contigo que está-se sempre de perna atrás, embora às vezes se esqueça e viva-se em pleno, e, aí, é uma maravilha, as coisas vão entrando, beijinhos

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