Do que lixa muita gente

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Keira Knightley
Keira Knightley

Sozinha. Triste. Vazia. É assim que me sinto. Outra vez. Quando eu acho que as coisas vão dar certo vem a vida mostrar que é matreira e não se pode confiar nela. Ainda não percebi porque sou posta à prova desta maneira, mas enfim. Amanhã é outro dia. Sozinha. Triste. Vazia.

Das máscaras

Audrey Hepburn
Audrey Hepburn

 

Não seria bem mais honesto quando nos apresentassem a alguém sermos de imediato nós próprios? Se somos antipáticos, mostrávamos isso. Se fossemos dissimulados, mostrávamos isso. Se fossemos mentirosos, mostrávamos isso e por aí adiante. Se a pessoa se identificasse com o nosso caráter, muito bem. Se não, muito bem na mesma.

Mas não é isso que fazemos. Ou grande parte de nós. Aliás é precisamente o contrário – conhecemos alguém, somos o mais afáveis que sabemos ser e depois da pessoa até ter gostado de nós e ter ganho confiança , mostramos o nosso horrível “eu”.

Depois desiludimos-nos e quando achamos que demos 1 passo na direção certa, recuamos 100. E já não é especificamente com aquela pessoa mas com todas. E quando damos conta, já não acreditamos em ninguém. E passamos a viver sós, no nosso canto, calados, com medo que alguém se aproxime. É triste, não é?

Keep calm and remain silent

(…) A tentativa de manipulação da opinião pública com ataques permanentes à tua dignidade como mulher, ao teu bom nome. Uma raiva cega e doentia com eco em alguns órgãos de informação que sem qualquer rigor ou critério, pensando puramente em vender, publicaram “notícias” falsas que cumpriam um único objectivo: a tua destruição e descredibilização.

Do outro lado tu, em silêncio. Sempre em silêncio, tentando com essa atitude, proteger os teus filhos. Só um amor gigante permite essa resiliência. (…)

(…) o teu silêncio grita.

Palavras de Rita Ferro Rodrigues para Bárbara Guimarães, no blogue Maria Capaz

Li-as e senti-as como se fossem para mim. Uma separação não é fácil, mesmo quando ambas as partes conseguem ser cordiais. Mas quando não são, quando há violência física e emocional com filhos à mistura, a dor, bem a dor, é destruidora. E é preciso ter um grande equilíbrio para se aguentar tudo como se nada fosse: levantar da cama, continuar a trabalhar, sorrir quando nos apetece chorar, manter uma conversa de circunstância quando nos apetece estar caladas e tentar não nos revoltarmos através do amor aos nossos filhos. Por isso é que eu digo que a minha Filha nunca ouvirá da minha boca uma palavra contra o Pai. Nem a minha Filha nem ninguém fora do meu núcleo familiar. Nunca. Se um dia, mais tarde, ela me perguntar contarei a história de forma muito natural. Por mim jamais saberá da traição, da violência a que fui sujeita, das atitudes dissimuladas, das mentiras, das mentiras, das mentiras, da maldade que faz questão de manter como forma de vingança por ter descoberto a sua vida paralela e não a ter aceite. Porque acima de tudo é o Pai dela. O que faço então? Silencio-me e luto através da justiça. É por aí que tenho vencido e continuarei a vencer.

Infelizmente identifico-me muitíssimo com o que a Bárbara Guimarães está a passar e pelo que observo, parece-me que estamos perante uma grande mulher, mas acima de tudo de uma enorme Mãe.